A cidade parou, ninguém nas ruas. Estavam todos espremidos pelos bares do bairro Gótico, do Born, de Grácia. Quem não tinha reserva dançou. O jogo entre Barcelona e Real Madri é o evento do ano para a torcida catalã. Ainda mais quando a bola rola no Camp Nou.
O juiz apita, silêncio, tensão. Cada jogada é motivo de aplauso, grito, susto. O barman toca o sino para dar mais emoção. O locutor em alto e bom espanhol narra cada jogada com a pelota, os olés, os saques de esquina, os saques de puerta.
Os 5ºC lá fora viram 45ºC lá dentro. En serio. Mesmo com o empate do fim do primeiro tempo, a torcida está em alvoroço. Nem o lanche de presunto cru com queijo brie, nem a música lounge, nem mesmo o ar condicionado esfriam os ânimos.
A pelota rola de novo, a galera agita, o sino toca. Até que Slatan Ibrahimovic entra em campo para marcar um golaço de primeira. Ninguém segura tanta alegria. O Barça ainda teve um jogador expulso aos 30 minutos da etapa final - mais confusão, desespero e inconformismo no bar - mas segurou o resultado com maestria.
Apito final, festa geral. O sino toca, o hino toca, a torcida canta. A cidade, enfim, volta a seu ritmo. Em azul e vermelho.




