A jornada começou ainda no escuro e já passavam das 7h30. O ônibus ia descendo pela costa quando a primeira faixa vermelha riscou o horizonte. Intensa. Foi invadindo o céu e ganhando contornos alaranjados. Crescente. Iluminou o mar, as montanhas, a estrada, minha janela. Eram 8h30 e o sol, enfim, havia nascido. Uma paisagem de encher os olhos. Eu realmente sou uma pessoa de sorte, pensei. E esse era só o começo da viagem pela Espanha.
Mas o sol que acordou o dia logo desapareceu no caminho entre Barcelona e Valencia. A escuridäo venceu a batalha, caiu uma chuva sem-fim. Dormi, acordei, dormi, acordei e nada da água acabar. Até descer do ônibus, olhar bem para o céu e ver um pedaço azul de esperança. Eu sabia. Ele nasceu de novo, o sol, e encheu ainda mais de charme a cidade, meu passeio, meu humor.
Valencia é florida, viva, colorida. Em cada canto, praça, jardim e até na praia. Com um céu azul de ponta a ponta fica ainda melhor. Que sorte. Mas ainda tinha a lua. Minguante, caindo, para encher de cor a noite. O céu alaranjou de novo, eram 18 h, e a lua já estava lá. Depois se transformou em azul escuro. Intenso. A lua minguante, a luz, a cor. Que presente de Natal.
Pensei que só voltaria a escrever neste blog no fim da jornada, em 10 de janeiro. Mas não resisti. Esse show de cores que vivi não saía da minha cabeça. Eu realmente sou uma pessoa de sorte, pensei. E precisava compartilhar.
Feliz Natal, meus queridos amigos. O meu vai ser na praça, diante da Catedral, com direito à missa do Galo. E vinho, e cava, e presunto cru e queijo parmesão. Com duas amigas muito queridas.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
A MESTRA
Quem mais chegaria assim tão de repente, sorrindo como criança na manhã de um sábado colorido? Quem mais traria em mãos a reportagem sobre o bar Dry Martini e o guia completo de baladas? Quem mais compraria queijo de cabra, aviões de brinquedo e um despertador num único passeio? Quem mais bateria na nossa porta de manhã com croissants quentinhos, presunto cru e queijo brie? E botellas de vinho, e botellas de cava. Quem mais aproveitaria intensamente cada momento, quem mais nos contagiaria com tanta alegria? Quem mais levaria uma jarra de sangria para o alto do mosteiro? Quem mais teria essa vontade imensa de conhecer tudo, ver tudo, curtir tudo? Quem mais nos levaria para a balada dia após dia. E mudaria o placar, e nos daria o exemplo? Salve, salve, a mestra chegou, arrasou e por muito pouco não ficou. Sentiremos sua falta.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Memória fotográfica
Castelo de São Jorge, Mosteiro dos Jerónimos e pasteizinhos de Belém. Óbidos, Sintra, Cascais. Balada na Jézebel, almoço na casa do Alê e muitas outras fotos incríveis e engraçadas. Eu tinha todas.
Depois de uma semana de "poderia tirar uma foto nossa, por favor", eis que levo minha câmera e sua memória cheia para o Bairro Alto de Lisboa. Último dia de balada, últimas imagens para fechar nosso álbum em Portugal. O "bairro", como é carinhosamente chamado, estava lotado de gente jovem nas ladeiras estreitas, nos bares. A música transbordava para as ruas.
No caminho para o bar escolhido sinto um cutucão nas costas, olho para trás, vejo um vendedor e sua caixa de relógios. Toco minha bolsa, ela está lá. Chegamos, vamos beber. Pego dinheiro na bolsa, ela está meio aberta. Insight. Será? Não quero acreditar.
O brinde de morangoska merece registro. "Vamos tirar uma foto?". Abro a bolsa e, claro, ela, a câmera, não está lá. Penso nas fotos tiradas. No trajeto até o bar, nas músicas, no vendedor de relógios, no cutucão nas minhas costas. Olhos com lágrimas: "Cami, levaram minha máquina". A resposta otimista "você deve ter deixado no carro" deu esperança.
O gajo me acompanha até o carro, dou a chave para ele, não quero ver. E não vi. Nem a câmera, nem as fotos.
Agora meu pen drive corre pelas mãos das amigas em busca das lembranças. Pelo menos ainda as tenho bem guardadas na memória. E essa ninguém me tira.
Depois de uma semana de "poderia tirar uma foto nossa, por favor", eis que levo minha câmera e sua memória cheia para o Bairro Alto de Lisboa. Último dia de balada, últimas imagens para fechar nosso álbum em Portugal. O "bairro", como é carinhosamente chamado, estava lotado de gente jovem nas ladeiras estreitas, nos bares. A música transbordava para as ruas.
No caminho para o bar escolhido sinto um cutucão nas costas, olho para trás, vejo um vendedor e sua caixa de relógios. Toco minha bolsa, ela está lá. Chegamos, vamos beber. Pego dinheiro na bolsa, ela está meio aberta. Insight. Será? Não quero acreditar.
O brinde de morangoska merece registro. "Vamos tirar uma foto?". Abro a bolsa e, claro, ela, a câmera, não está lá. Penso nas fotos tiradas. No trajeto até o bar, nas músicas, no vendedor de relógios, no cutucão nas minhas costas. Olhos com lágrimas: "Cami, levaram minha máquina". A resposta otimista "você deve ter deixado no carro" deu esperança.
O gajo me acompanha até o carro, dou a chave para ele, não quero ver. E não vi. Nem a câmera, nem as fotos.
Agora meu pen drive corre pelas mãos das amigas em busca das lembranças. Pelo menos ainda as tenho bem guardadas na memória. E essa ninguém me tira.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Un giro gira!
Fotos by Jaque Januzzi
As roupas coloridas continuam estendidas nas janelas. Vozes simpáticas com gestos espalhafatosos seguem divertindo as ruas da capital. A castanha ainda perfuma o ar do centro, as ladeiras de pedra sempre levam a igrejas e castelos seculares. Ou às margens do bucólico Tejo. As largas avenidas também estão lá no lado moderno.
O Palácio da Pena nunca deixará de ser o ponto alto do ponto mais alto de Sintra. As muralhas do Castelo dos Mouros não cansam de percorrer as montanhas nem de compor essa paisagem medieval, emoldurada pelo mar de Cascais. Mais ao norte, a tradicional beleza do Douro e o saboroso Porto.
E eu pensava conhecer-te um pouco. Mas a verdade é que só comecei a te descobrir agora.
Perdi o prumo diante do charme de Óbidos, uma cidade protegida há séculos pela mesma muralha. Pode ter sido um déjà vu, não sei, mas me arrepiei da cabeça aos pés ao caminhar por suas ruazinhas de pedra, passando por casas brancas de telhado morado e fachadas coloridas, tavernas aconchegantes, pessoas risonhas. A vila estava em festa, já é Natal. E aquele papo cabeça... E aquela ginjinha...
Perdi o rumo na linha de Cascais. Não é verão e pouco importa. A estrada acompanha as praias, uma mais linda que a outra. Estoril, Guincho, Abano... o somzinho relaxante do mar...o sol também nos segue, cada vez mais baixo, até sumir no horizonte. Vimos esse espetáculo em cinza e laranja do alto dos 140 metros do mirante em Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa.
Ganhei. Vivendo um pouco da vida local, convivendo (e aprendendo) com gajos de verdade, conhecendo recantos indescritíveis.
Já deixas saudades, Portugal.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Que língua é essa?
Chegamos com o sol que há semanas havia abandonado a “terrinha”. Pela janela do autocarro reconhecemos de longe a rotunda mais famosa de Lisboa: Marquês de Pombal. O cinco-estrelas era logo ali e sevia um pequeno almoço de dar água na boca, com deliciosas bolinhas de Berlim.
Insaciáveis que somos, queríamos deixar logo o conforto do hotel para ganhar as ruas de Lisboa, provar as castanhas queimadinhas da senhora de bigodes longos e negros e os incomparáveis pastéis de nata acabadinhos de sair.
Essa delícia típica só encontramos em Belém, depois de percorrer 40 minutos num comboio amarelo. Mosteiro dos Jerónimos e Fernando Pessoa. Ah, a Torre de Belém e o pôr do sol às margens do Rio Tejo. Diante dessa paisagem provamos o melhor bacalhau à brás da história, se bem que meu paladar estava mais para um esparguete ou um esparregado. Este seria impossível pedir. Como se fala, Alê? Espá”tsc tsc”?
A malta se juntou nos dias seguintes para desbravar o país. De Óbidos a Sintra, de Porto ao litoral brutal de Cascais. Castelos de pedra, trilhas no parque, cidades muradas, ruazinhas apertadas, praias, mirantes, baladas, baladas. Numa dessas a caça à pastilha elástica durou a noite toda. Sem sucesso.
O mitsubishi popular andou sozinho pelas estradas, fez alguns desvios inesperados, mas pagou as paragens, parou em multibancos e em áreas de serviço. Na casa de banho o aviso sério: não deitar papel na sanita.
Com nossos guias seguimos viagem por recantos incrivelmente lindos. Momentos fixes. Entendemos o porquê do mar (e da Mar), o porquê do surfe. Eles madaram vários bitaites e nós só nas escáfias. Numa dessas nos contaram como as meninas “se estavam a vir”. Esses gajos, viu!
Mas nós não papamos grupos, usamos calça de ganga e somos gira.
Eita língua marada! Choca!
Insaciáveis que somos, queríamos deixar logo o conforto do hotel para ganhar as ruas de Lisboa, provar as castanhas queimadinhas da senhora de bigodes longos e negros e os incomparáveis pastéis de nata acabadinhos de sair.
Essa delícia típica só encontramos em Belém, depois de percorrer 40 minutos num comboio amarelo. Mosteiro dos Jerónimos e Fernando Pessoa. Ah, a Torre de Belém e o pôr do sol às margens do Rio Tejo. Diante dessa paisagem provamos o melhor bacalhau à brás da história, se bem que meu paladar estava mais para um esparguete ou um esparregado. Este seria impossível pedir. Como se fala, Alê? Espá”tsc tsc”?
A malta se juntou nos dias seguintes para desbravar o país. De Óbidos a Sintra, de Porto ao litoral brutal de Cascais. Castelos de pedra, trilhas no parque, cidades muradas, ruazinhas apertadas, praias, mirantes, baladas, baladas. Numa dessas a caça à pastilha elástica durou a noite toda. Sem sucesso.
O mitsubishi popular andou sozinho pelas estradas, fez alguns desvios inesperados, mas pagou as paragens, parou em multibancos e em áreas de serviço. Na casa de banho o aviso sério: não deitar papel na sanita.
Com nossos guias seguimos viagem por recantos incrivelmente lindos. Momentos fixes. Entendemos o porquê do mar (e da Mar), o porquê do surfe. Eles madaram vários bitaites e nós só nas escáfias. Numa dessas nos contaram como as meninas “se estavam a vir”. Esses gajos, viu!
Mas nós não papamos grupos, usamos calça de ganga e somos gira.
Eita língua marada! Choca!
O Brasil não merece o Brasil
Brasileiro que é brasileiro não desiste nunca. Vem morar na Europa em busca de oportunidades, não consegue nada muito bom (ainda mais sem lenço nem documento) e acaba desenvolvendo práticas que só nós, brasileiros, somos capazes. Ou não?
Manchete do "Jornal Nacional" português no começo desta semana: "Venda de lugar na fila no Consulado do Brasil em Lisboa". O quê??? Arregalei os olhos e não, não estava enganada. Os caras madrugam mesmo na porta do consulado e depois vendem o lugarzinho por 30 euros. A galera reclama, mas quem não quer entrar na onda e pagar também não entra no consulado. É a lei que a gente já conhece. Vergonha!
Manchete do "Jornal Nacional" português no começo desta semana: "Venda de lugar na fila no Consulado do Brasil em Lisboa". O quê??? Arregalei os olhos e não, não estava enganada. Os caras madrugam mesmo na porta do consulado e depois vendem o lugarzinho por 30 euros. A galera reclama, mas quem não quer entrar na onda e pagar também não entra no consulado. É a lei que a gente já conhece. Vergonha!
domingo, 29 de novembro de 2009
Barça X Madrid
A cidade parou, ninguém nas ruas. Estavam todos espremidos pelos bares do bairro Gótico, do Born, de Grácia. Quem não tinha reserva dançou. O jogo entre Barcelona e Real Madri é o evento do ano para a torcida catalã. Ainda mais quando a bola rola no Camp Nou.
O juiz apita, silêncio, tensão. Cada jogada é motivo de aplauso, grito, susto. O barman toca o sino para dar mais emoção. O locutor em alto e bom espanhol narra cada jogada com a pelota, os olés, os saques de esquina, os saques de puerta.
Os 5ºC lá fora viram 45ºC lá dentro. En serio. Mesmo com o empate do fim do primeiro tempo, a torcida está em alvoroço. Nem o lanche de presunto cru com queijo brie, nem a música lounge, nem mesmo o ar condicionado esfriam os ânimos.
A pelota rola de novo, a galera agita, o sino toca. Até que Slatan Ibrahimovic entra em campo para marcar um golaço de primeira. Ninguém segura tanta alegria. O Barça ainda teve um jogador expulso aos 30 minutos da etapa final - mais confusão, desespero e inconformismo no bar - mas segurou o resultado com maestria.
Apito final, festa geral. O sino toca, o hino toca, a torcida canta. A cidade, enfim, volta a seu ritmo. Em azul e vermelho.
Domingo no parque II
Pista de corrida, ciclovia, jardins, lagos, fontes. O Parque da Ciutadella é um oásis verde no centro da Barceloneta. Perto da praia, perto da montanha. Uma paisagem linda, um tanto carioca, confesso. Lugar perfeito para um domingo preguiçoso. Caminhar, respirar fundo, ouvir os pássaros e as crianças. Além do mais sempre tem eventos culturais pelas alamedas arborizadas.
Depois do exercício, a comilança. Ali do lado estão restaurantes ótimos de paella. Pena que não posso nem ver frutos do mar....mas a minha paella com alcachofras, ervilhas e cenouras estava bem mais saborosa!
sábado, 28 de novembro de 2009
Susto
O alarme tocou às 3 horas na copiadora da primeira planta, ele escalou mais dois andares pela lateral do prédio, quebrou o janelão de vidro e invadiu o escritório. Só teve tempo de revirar as gavetas, colocar no bolso alguns trocados (em euro e dólar) e agarrar um celular. O alarme, o vidro quebrado, a movimentação chamaram a atenção do morador da frente. Um policial, dá para acreditar? O 'elemento' foi pego em flagrante, mas às 3 horas quem iria à delegacia fazer B.O.?
Sem nada saber chego atrasada para trabalhar. Antes de me dar as chaves o porteiro afobado alerta: "Entraram na oficina, não toque em nada, a manutenção vai tirar foto, vocês precisam chamar a polícia". Hã? Cómo? Qué pasa?
Ao pisar no escritório o susto. Vidro quebrado para todos os lados, documentos e pastas espalhados no chão, armários e gavetas abertos. A polícia demorou a chegar, fez uma vistoria breve e tudo ficou por isso mesmo. Nem sei qual foi o destino do elemento. Só sei que morei 26 anos em São Paulo para passar por isso em Barcelona. Com um mês de estada e apenas 2 semanas de trabalho.
Pero no pasa nada! Ainda prefiro Barcelona.
Sem nada saber chego atrasada para trabalhar. Antes de me dar as chaves o porteiro afobado alerta: "Entraram na oficina, não toque em nada, a manutenção vai tirar foto, vocês precisam chamar a polícia". Hã? Cómo? Qué pasa?
Ao pisar no escritório o susto. Vidro quebrado para todos os lados, documentos e pastas espalhados no chão, armários e gavetas abertos. A polícia demorou a chegar, fez uma vistoria breve e tudo ficou por isso mesmo. Nem sei qual foi o destino do elemento. Só sei que morei 26 anos em São Paulo para passar por isso em Barcelona. Com um mês de estada e apenas 2 semanas de trabalho.
Pero no pasa nada! Ainda prefiro Barcelona.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Barça de bike
Nada de metrô abafado ou ônibus lotado. É pedalando que se chega a todos (sim, todos) os rincones de Barcelona. Com direito a vento no rosto, perna malhada e uma paisagem incrível pelo caminho - a cidade é outra da perspectiva da bicicleta.
Quem usa sabe: o bicing é simplesmente genial. O serviço de transporte público simples, rápido e sustentável foi inaugurado em 2007 e hoje conta com nada menos que 6 mil magrelas espalhadas por 400 estações. A maioria delas próxima a metrôs, trens e pontos turísticos.
Para pegar uma bike, basta aproximar o cartão eletrônico do tóten - todos os moradores da cidade podem mandar fazer a tarjeta, que custa 30 euros por ano - e esperar que uma delas se destrave. Você pode se locomover por toda Barcelona e devolver a bicicleta em qualquer estação.
Pode acontecer de não haver bikes em uma estação específica, ou não haver espaço para devolvê-la onde queira. Mas basta aproximar novamente o cartão do tóten que o computador dirá qual o local mais próximo para pegar (ou deixar) a magrela.
Adotamos a ideia. Vamos trabalhar, estudar e passear de bicing.
domingo, 22 de novembro de 2009
Nós 4
Coincidência. Ou seria destino? Naquela paulistana manhã chuvosa e cinzenta um sorriso nos deu esperança. Horas e horas de espera - e de mau-humor - no Consulado da Espanha até que dona Ana puxa papo. Ela também não aguentava mais as fadigas do consulado, ela também iria para Barcelona, ela também estudaria na UB. Naquele mesmo dia cogitamos morar juntas. Trocamos e-mails, nos falamos várias vezes, mas só nos vimos novamente já em Barcelona. Para nunca mais nos separarmos.
A Jaque eu conhecia de nome. Assessora de imprensa, simpática, fofa. Por uma amiga em comum (boa, Driiii!!) ela sabia que eu estaria em Barcelona e me mandou um e-mail. E não é que também estamos na mesma universidade. Melhor, no mesmo curso, na mesma classe!
Apresentamos a Ana para a Jaque e agora somos o quadrado mágico espanhol. Todo dia, toda hora, toda viagem, todo passeio, tudo. Fazemos tudo juntas. Nós 4.
Coincidência - ou destino - já somos uma família. Muita história e forte sintonia.
Domingo no parque
Mais um domingo de céu azul de ponta a ponta. A pedida não poderia ser outra: Tibidabo. O parque de diversões fica no alto de uma das montanhas que emolduram Barcelona - e a vista lá de cima é a melhor atração. Mais que a roda-gigante, é preciso dizer.
Metrô + ferrocarril + bondinho nos levam ao topo. A igreja de pedra é linda, tem um Cristo um tanto capenga no alto, mas vale a subida. Crianças ansiosas gritam diante dos brinquedos do parque. O Hopi Hari é bem mais radical, mas não tem essa panorâmica.
Roda-gigante, lá vamos nós. Entre uma subida e outra, vemos as torres da Sagrada Família. A arquitetura do Gótico. O hotel W em forma de vela na beira da praia. Ahhh, a praia. A areia. O mar. O céu azul de ponta a ponta.
Metrô + ferrocarril + bondinho nos levam ao topo. A igreja de pedra é linda, tem um Cristo um tanto capenga no alto, mas vale a subida. Crianças ansiosas gritam diante dos brinquedos do parque. O Hopi Hari é bem mais radical, mas não tem essa panorâmica.
Roda-gigante, lá vamos nós. Entre uma subida e outra, vemos as torres da Sagrada Família. A arquitetura do Gótico. O hotel W em forma de vela na beira da praia. Ahhh, a praia. A areia. O mar. O céu azul de ponta a ponta.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Sahrtem!!!
As vozinhas de verdade não estão aqui, mas as netinhas as matam de orgulho. Depois de um mês de abstinência árabe, resolvemos o problema em um almoço: Ugarit, restaurante sírio, no coração do charmosíssimo bairro de Grácia. Fattuch e salada de queijo de cabra de entrada, folha de uva como primeiro prato e, para finalizar (que desnecessário!), uma combinação de quibinha, falafel, babaganuj, hommus, coalhada... Agora já sabemos, a Verdí é a rua dos árabes, gregos e egípcios. Na próxima crise, é só correr para lá.
Vengan!
O interfone toca, eu atendo. "Alguém pediu pizza?" A resposta é negativa. Umas risadas no fundo e logo reconheço a voz. Eram nossas primeiras visitas: Felippe e João Paulo (eee trem bão!). Que surpresa, hein Cami! Apesar do pouco tempo - nem 24 horas -, não deixamos de mostrar a cidade aos nossos hóspedes. Tapas na Cervesaría Catalana, Baladinha na Sutton, Sagrada Famíla, La Pedrera, Bairro Gótico, Mercado La Boqueria, Ramblas e, como não poderia deixar de ser...Xampañeria!
A gente promete: nenhum dos nossos visitantes sairá de Barcelona sem comer um sanduíche de salmón con roquefort regado à cava rosê. Sahrtem meninos!!!
A gente promete: nenhum dos nossos visitantes sairá de Barcelona sem comer um sanduíche de salmón con roquefort regado à cava rosê. Sahrtem meninos!!!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Em obras
Barcelona, Zaragoza, Costa Brava...parece que toda a Espanha está em obras. Depois da crise, o governo decidiu destruir para reconstruir. Ou seja, gerar empregos. E não é que esses dias fomos acordadas por uma britadeira? Eram 8h30, de novo. E decidiram quebrar justo a calçada debaixo das nossas janelas. Quando vimos, o guindaste estava praticamente aqui dentro. Mas agora também não vai fazer diferença. Acabou-se o que era doce: segundona entramos na linha. Yo empiezo a trabajar y Mámá a estudiar español. Às 9 horas.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Exemplo cultural
Cada bairro de Barcelona tem sua biblioteca pública. Nos parece incrível, ainda mais porque qualquer um pode fazer a carteirinha - basta levar o passaporte, é grátis. E com a carteirinha cada pessoa pode alugar de uma só vez 30 itens, entre livros, jornais, revistas e DVDs, é grátis. E cada pessoa pode ficar nada menos que 30 dias com cada item e ainda renovar o aluguel por mais 2 meses, é grátis. E zaz, temos livros, jornais, revistas e filmes para ver comendo pipoca quentinhas na cama.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O drama
A pasta rosa não entra na bolsa. Força, jeito, encaixa. Já estou acomodada, são 9 estações até a faculdade, melhor ouvir Ipod. Mão na bolsa, cadê o Ipod? Tira a pasta rosa da bolsa, emperra, força. O tal aparelho sai voando, diretamente para a fresta entre o meu e o banco ao lado. Não dei importância, tá fácil. Tira o estojo da bolsa, pega a caneta. Não entra. Pega a chave. Não entra. A menina da frente me empresta uma caneta mais fina, a do lado vem com outra chave. O Ipod vai afundando cad vez mais. Ainda o vejo. O vão é muuuuuito estreito, começo a ficar desesperada. Faltam cinco estações. O homem que estava em pé dá ideia de tentar o resgate com a pasta rosa. Abre a pasta, tira os papéis. Dobra e desdobra a pasta, enfia no vão, empurra. Faltam duas estações. O vagão todo se mobiliza. Pasta rosa, caneta, chave. Faz assim, faz assado. Falta uma. Não vejo mais o Ipod. Impossível levantar o banco do metrô, fecho a cara, me conformo. A estação da faculdade é a última. Chamo o maquinista: "el Ipod está justo aquí, debajo del asiento". Minha cara de desespero não o comove: "Lo siento".
Não achados e perdidos
Uma canga esquecida na praia, um brinco perdido na balada, um Ipod roto e outro emperrado no banco do metrô. Um celular no vaso sanitário, mas milagrosamente recuperado. Barcelona nos faz perder a cabeça.
Saldo:
Marcy - 2
Cami - 2
Saldo:
Marcy - 2
Cami - 2
Destino: Zaragoza - Parte II
Domingo amanheceu cinza. Vestimos absolutamente todas as roupas que tínhamos na mochila e saímos preparadas para enfrentar o frio. Só não contávamos com a chuva, que caiu e não parou mais. Éramos as únicas na rua, únicas sem guarda-chuva, correndo, encolhidas. Tudo em nome do turismo.
Para começar, a torre à beira do Rio Ebro. Subimos até o quinto andar onde está o mirante. Lá de cima, uma paisagem incrível: muralhas romanas intactas; a catedral Pilar, símbolo da cidade; o rio, as pontes, as ruazinhas arborizadas, os tetos pontudos coloridos...
Apertamos o passo, chuva, frio. Mas os quilômetros a mais valeriam a pena. O Palácio da Aljafería, uma maravilha moura do século 11, está a 20 minutos de caminhada do centro histórico. A estrutura de pedra chama atenção à distância, mas o rico interior impressiona ainda mais. Arquitetura árabe, detalhista. Cada ambiente com uma decoração. Muito ouro. Aos domingos, entrada gratuita.
E mais um finde chega ao fim... voltamos correndo para o sol de Barcelona. A decepção: o frio também chegou aqui. Parece que de vez. Mas tudo bem, o céu continua azul.
Destino: Zaragoza - Parte I
É sábado de manhã e, de novo, pegamos a estrada. De ônibus, dessa vez. Eu, Camis e toda a minha sala do máster. Depois de quatro horas chegamos ao destino: Zaragoza. Uma cidade charmosa e encantadora, mas gelada!
Fomos direto à casa de uma amiga onde um banquete de tapas nos aguardava: ramón ibérico (uhmm), tortilla de batatas, queijos e embutidos variados, morcilla (embutido sem carne, recheado com sangue coagulado do porco e arroz - Não, esse não provamos!), pão com tomate, empanada de atum e muito vinho. De sobremesa, pão doce com nozes. Essa é uma mesa típicamente espanhola!
domingo, 8 de novembro de 2009
La Boquería
Tem de tudo na Boquería. O mercado virou ponto turístico não apenas pela localização, em plena Ramblas, mas também por algumas atrações (a nossos olhos) bizarras. Ou o que vocês diriam sobre uma cabeça de porco? E um coelho inteirinho pendurado na "vitrine"? E uma lagosta vivinha se mexendo enquanto algum (a nossos olhos) corajoso a escolhe para o almoço?
Seções carne e peixes à parte, a Boquería deixa água na boca. Frutas coloridas e sucos naturais a 1 euro (vá para as barracas do fundo, mais baratas), verduras frescas, queijos e mais queijos, embutidos, defumados, ovos, chocolate artesanal, vinho. Tem até flores e plantas. Não saia de lá sem um pedaço do delicioso presunto ibérico. E tenha certeza de que visitou todas as tendas de todos os corredores. Porque o melhor está na última do último: PÃO DE QUEIJO.
Os males do 1º andar
Estrondo. Forte e contínuo, como se o mundo viesse abaixo. Só pode ser o caminhão de lixo, mas a essa hora da manhã? Pelos cinco minutos seguintes acho que estamos sonhando. E mais uma explosão. Mientras tanto o homem do gás passa batucando no botijão. A moça feia debruça na janela e resolve bater papo com a vizinha. Os pak's estão em ação pelas calles. As crianças jogam basquete no cesto de lixo. A cortina é fina, o sol de Barcelona invade o quarto. E outro estrondo. Pulo da cama, abro a janela e descubro que o hotel em frente está em reforma. O mestre de obras, na cobertura do edifício, joga todo entulho abaixo por um tubo. Antes das 9 horas. O estrondo, o homem do gás, a moça feia, as crianças irritam meu sono. Só o sol de Barcelona salva a manhã.
domingo, 1 de novembro de 2009
Dalí e o Mediterrâneo
E finalmente decidimos pegar estrada. Nossa primeira viagem pela região foi para o lugar certo na hora certa: Costa Brava, outono com sol. Carro 1.4, mapas na mão e nada daquela voz insuportável do GPS. Deixamo-nos levar, simples assim.
Seguimos primeiro para Cadaqués, um paraíso à la Grécia. Numa encosta isolada está a casa onde Salvador Dalí viveu maior parte de sua vida com sua Gala. Tudo extavagante, exagerado, como o artista. Pela janela vimos a mesma paisagem que o inspirava. Com céu azul.
O centro de Cadaqués merece um dia. Ruazinhas estreitas e ladeiras de pedra. Casas brancas com janelas azuis, igrejas, ateliês. E um Mediterrâneo de fundo. Decidimos dormir por aqui.
Próxima parada: Cap de Creus, uma das pontas mais famosas da costa. São montanhas de pedra que avançam no oceano e formam um cenário inacreditável. Depois, Sant Pere de Rodes. Mais estrada sinuosa, à beira do precipício, coisa de filme. Lá no alto o impressionante mosteiro do século X, contruído com imensos blocos de pedra. Uma viagem no tempo.
Mais para o interior está Figueres, cidade onde fica o Teatro-Museu Dalí. Um deslumbre, de verdade.
De volta pelas carreteras tão boas quanto confusas, mais uma paradinha nas praias da Costa Brava. Com Sa Tuna no roteiro, seguindo as recomendações do Pedrinho. O único erro: céu cinza, vento gelado. Fica para o próximo verão!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Brasileiro e Buda Bar tem em todo lugar...
O lugar é lindo e a música é boa. Uma área reservada para restaurante e outra com sofás, mais descolada. As pessoas vão chegando aos poucos e, lá pelas duas da manhã, vira baladinha. Em uma terça-feira.
A cidade é assim, uma festa constante. Bares e baladas lotadas de segunda a segunda.
E esses são os nossos novos amigos. Sim, todos brasileiros!
A cidade é assim, uma festa constante. Bares e baladas lotadas de segunda a segunda.
E esses são os nossos novos amigos. Sim, todos brasileiros!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
A prova
Para todos que duvidam de nossa capacidade, a prova de que estamos nos virando muito bem. Isso, claro, sem contar as gargalhadas de uma que não tem ideia de como escolher uma berinjela ou da outra que quase põe fogo na casa ao tentar fritas cebolas.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Al basurero!
Todos os apartamentos têm lixeiras coloridas: azul papel, amarelo plástico, verde vidro... Todo dia separamos o lixo como se deve, como a prefeitura de Barcelona manda. Depois juntamos as sacolas, descemos as escadas e andamos um quarteirão até as lixeiras comuninárias do bairro, também separadas por cor e tipo de lixo. Quem não faz coleta seletiva paga multa. Exemplo sustentável.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Uma família, uma história, muita sintonia
Saudade entra, fica, dói. Saudade das piadas, das risadas, das palavras duras. Das festas intermináveis e dos momentos de fazer nadica de nada todos juntos. Tudo guardado na memória, em imagens que passam como filme. Mas eis que Primário (só ele, sempre ele) materializou nossos sonhos. Para todos que viveram com a gente os últimos - e, diga-se, mais divertidos - meses de nossa vidinha paulistana, um presente. E muita saudade.
Assistam: http://www.youtube.com/watch?v=9ybgN6mNIIM
Assistam: http://www.youtube.com/watch?v=9ybgN6mNIIM
Cerrado!
São 15 horas, pasmem. Farmácia, supermercado, loja de ferramentas, papelaria: tudo está fechado. Nos bairros menores, a siesta é levada a sério. Apenas os lugares turísticos nas ruas mais turísticas ficam sempre abertas. Ah, e as tendas dos Pak's, claro. Fora isso, é regra geral abrir as portas entre 9h30 e 10 horas. Depois, descanso das 14 às 16 horas. Às vezes até as 17 horas... Enquanto isso, só nos resta estudar, malhar, cozinhar. E, vá lá, passear. Impossível resistir ao ótimo clima de Barça.
domingo, 18 de outubro de 2009
La Champanheria!
Quem ouve até pensa...mas a Champanheria não é como se imagina. Nada de glamour, muito pelo contrário. Mas aí está a graça. No coração da Barceloneta, o bar é apertadíssimo para as dezenas e dezenas de jovens que se encaixam lá dentro e transbordam para a rua. Um corredor estreito, nenhuma mesa, todos passando, bebidas voando. Presuntos pendurados no teto. O chão está lotado de guardanapos, empurra-empurra no balcão. Ouve-se todas as línguas. A champanheria é um ponto de encontro nas tardes de Barcelona. Tem petiscos e bebidas muito baratos - uma taça de cava rosé (champanhe catalã) custa meros 0,75 centimos de euro. Vá de bocadillo: salmón con roquefort, hamburguesa con queso, pechuga de pollo con pimientos.... nada por mais de 3 euros. Autêntico e muito justo.
Champanheria: Carrer de la Reina Cristina, 7
sábado, 17 de outubro de 2009
Na Cozinha!
Quem disse que a gente não sabe se virar? Macarrão frito, arroz lavado, água fervendo...E não é que saiu um delicioso arroz charie? Para companhar, peixinho e batata cozida! Esse foi nosso primeiro prato depois de dias comendo lanche e congelados. Já descobrimos o prazer de cozinhar. Aguardem nossa volta!
Yalah, habitación!
Uma manta de zebra, outra xadrez. Dormimos lado a lado em um quarto grande e com muita luz! O pôster na parede mata um pouco da saudade cada vez que passamos. As roupas ficam largadas em um charmoso armário aberto. Temos duas grandes varandas que dão para uma rua que mais parece uma cidade cenográfica. O resto do apê é todo aberto e iluminado. O bairro, Poble Sèc, é calmo, mas perto do agito. Aqui passaremos três dos primeiros meses da nossa nova vida!
É tudo de mentira!
Bolsas, carteiras, óculos, relógios e toda sorte de falsificados. Cópias perfeitas de Gucci, Dolce & Gabanna, Louis&Vuitton, Prada... barato não é, nada custa menos de 20 euros, mas quem resiste??? Os africanos dominam o calçadão do Moll de la Barceloneta. Estendem as lonas com seus coloridos produtos, mas estão sempre prontos para sair correndo. Basta o "rapa" passar.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
O mistério do XURUPITO
Não sei de onde nem por que lembrei dessa palavra, mas ela veio à cabeça. Assim, de repente. Disse para a Cami, "vamos tomar muitos xurupitos em Barça!". Antes de embarcar, falei, falei, repeti, mas ninguém soube me explicar que bebida era essa. Alguns até disseram "Só você conhece isso", não é Felippe?. E não é que ao chegar em Barcelona o mistério só aumentou! Já passeando pela cidade encontrei o bar El Chiringuito, o mesmo onde tomei umas batidas nas férias passadas. Pode ser isso, confundi xurupito com chiringuito. Será?Mais tarde, na universidade, ouvi os colegas dizerem: "que tal tomarmos um xupito?" Xurupito, chiringuito, xupito. Será um choppinho? Gargalhadas depois, decidi perguntar para Marta, uma amiga catalã. Afinal, o que é xurupito? "Xupito, você quer dizer?", retrucou ela. Já não sei, pode ser, sei lá. Xupito é nada mais que um xote. Do que você quiser.
Masaje X Massage
Na boca das tailandesas a pronúncia é quase idêntica. Uma ou outra sílaba tônica muda, dependendo do nível de espanhol e de inglês da massagista. Mas isso pouco importa, todos entendem a mensagem. Elas passam de minuto em minuto pelo seu lugar ao sol - e de todos os outros banhistas. Vêm vetidas de branco, pisando com força na areia fofa, catálogo às mãos. "Hola, masaaaaaaaje, massage?". Mais perto: "Masaje?". "Massage?". Agora coladas: "5 eulos, es bueno". Depois de ouvirem 1 milhão de "no, gracias", seguem seus rumos. "Hola, masaaaaaaaje, massage?".
O mundo dos Pak's
O Paquistão é aqui ao lado, no bairro do Raval. Três em cada três lojinhas, mercados e mercearias são de algum paquistanês. E as três estão no mesmo quarteirão. E em muitos, muitos outros. Os Pak's, como são chamados, estão em todos os lugares e fazem de tudo, vendem de tudo. É sério, da barraquinha de frutas e verduras às tendas de celulares. Teléfonos móviles caros, baratos, roubados... eles assumem com naturalidade. Para desbloquear um aparelho que acabou de chegar do Brasil é rapidinho, meia hora e 5 euros.
Aqueles que não têm um negócio próprio se viram como podem. Na porta de baladas, com sacos plásticos carregados de cerveja, água. Dizem que eles deixam as bebidas no bueiro, para manter a temperatura... Na praia eles passam mais, a cada minuto praticamente. Gritam: "Cerveza, beeeeeeer, água". Depois se aproximam mais ainda dos banhistas e diminuem ainda mais o tom de voz. "Cerveza, beeeeer, coca, marijuana, haxixe". "Smoking? No?"
Os Pak's têm solução para tudo.
Aqueles que não têm um negócio próprio se viram como podem. Na porta de baladas, com sacos plásticos carregados de cerveja, água. Dizem que eles deixam as bebidas no bueiro, para manter a temperatura... Na praia eles passam mais, a cada minuto praticamente. Gritam: "Cerveza, beeeeeeer, água". Depois se aproximam mais ainda dos banhistas e diminuem ainda mais o tom de voz. "Cerveza, beeeeer, coca, marijuana, haxixe". "Smoking? No?"
Os Pak's têm solução para tudo.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Bem-vindos
Chegamos em uma tarde de sol. Linda, colorida, vibrante. Estamos no lugar certo, na hora certa. Barcelona tem vida, com qualidade. Venham todos!
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