quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O drama

A pasta rosa não entra na bolsa. Força, jeito, encaixa. Já estou acomodada, são 9 estações até a faculdade, melhor ouvir Ipod. Mão na bolsa, cadê o Ipod? Tira a pasta rosa da bolsa, emperra, força. O tal aparelho sai voando, diretamente para a fresta entre o meu e o banco ao lado. Não dei importância, tá fácil. Tira o estojo da bolsa, pega a caneta. Não entra. Pega a chave. Não entra. A menina da frente me empresta uma caneta mais fina, a do lado vem com outra chave. O Ipod vai afundando cad vez mais. Ainda o vejo. O vão é muuuuuito estreito, começo a ficar desesperada. Faltam cinco estações. O homem que estava em pé dá ideia de tentar o resgate com a pasta rosa. Abre a pasta, tira os papéis. Dobra e desdobra a pasta, enfia no vão, empurra. Faltam duas estações. O vagão todo se mobiliza. Pasta rosa, caneta, chave. Faz assim, faz assado. Falta uma. Não vejo mais o Ipod. Impossível levantar o banco do metrô, fecho a cara, me conformo. A estação da faculdade é a última. Chamo o maquinista: "el Ipod está justo aquí, debajo del asiento". Minha cara de desespero não o comove: "Lo siento".      

2 comentários:

  1. Que fadigaaaaaaaaaaa
    Ñ fica triste....vão-se os ipods ficam-se as orelhas kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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