A jornada começou ainda no escuro e já passavam das 7h30. O ônibus ia descendo pela costa quando a primeira faixa vermelha riscou o horizonte. Intensa. Foi invadindo o céu e ganhando contornos alaranjados. Crescente. Iluminou o mar, as montanhas, a estrada, minha janela. Eram 8h30 e o sol, enfim, havia nascido. Uma paisagem de encher os olhos. Eu realmente sou uma pessoa de sorte, pensei. E esse era só o começo da viagem pela Espanha.
Mas o sol que acordou o dia logo desapareceu no caminho entre Barcelona e Valencia. A escuridäo venceu a batalha, caiu uma chuva sem-fim. Dormi, acordei, dormi, acordei e nada da água acabar. Até descer do ônibus, olhar bem para o céu e ver um pedaço azul de esperança. Eu sabia. Ele nasceu de novo, o sol, e encheu ainda mais de charme a cidade, meu passeio, meu humor.
Valencia é florida, viva, colorida. Em cada canto, praça, jardim e até na praia. Com um céu azul de ponta a ponta fica ainda melhor. Que sorte. Mas ainda tinha a lua. Minguante, caindo, para encher de cor a noite. O céu alaranjou de novo, eram 18 h, e a lua já estava lá. Depois se transformou em azul escuro. Intenso. A lua minguante, a luz, a cor. Que presente de Natal.
Pensei que só voltaria a escrever neste blog no fim da jornada, em 10 de janeiro. Mas não resisti. Esse show de cores que vivi não saía da minha cabeça. Eu realmente sou uma pessoa de sorte, pensei. E precisava compartilhar.
Feliz Natal, meus queridos amigos. O meu vai ser na praça, diante da Catedral, com direito à missa do Galo. E vinho, e cava, e presunto cru e queijo parmesão. Com duas amigas muito queridas.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
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Pensei resistir a responder a este post, Natal, show de luz, na praça, Catedral, sensação que seduz. Estas fora, pensa agora, vivendo céus diferentes, viagem da mente, sendo céus que nem sempre censuram, o mais íntimo ser, o mais intimo teu, partilhas, reproduzes,o que a tua visão te ofereceu. Daqui eu vejo, a luz, o céu, show de cores, sou réu, julgado, culpado, por espreitar por entre as tuas palavras. É esse o teu fado, por entre cortinas que escondem horizontes, colinas e montes. e daqui, o cinzento que me cobre, teve uns minutos de cor, voltando agora a ser pobre. Mas a partilha com a familia leva embora qualquer dor, ilumina, cativa, "dá-me o pão, por favor". E eu penso. Eu realmente sou uma pessoa de sorte. E fizeste bem em partilhar.
ResponderExcluirFeliz nataaaaaaaalll!
MAS QUE ANÔNIMO MAIS ROMANTICO.SENSIVEL E COM UMA BELEZA INCRIVEL NO SEU INTERIOR.INVISTA NA SUA INSPIRAÇÃO E SIGA EM FRENTE NESSE BLOGGER INCRIVEL ;ONDE SÓ PODERIA SER DA NOSSA LINDA CAMILA.CAMILA VOCES ME ENCENTIVAM TODOS OS DIAS ,CONHENCENDO UM POUQUINHO DESSA CULTURA.A CADA DIA UM AVANÇO ,UM DESAFIO ;UMA ALEGRIA.SAUDADES .MIL BJOS JANETE
ResponderExcluirObrigado Janete! Essa inspiração tem sempre uma razão!
ResponderExcluirBeijos!!!
Janets, esse gajo aí é um poeta muito especial! Prometo escrever mais sobre os lugares lindos por onde estou passando. Feliz ano novo para vocês! Beijos, Cami
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