“¿Le ofrezco algo, guapa?” Eu, tonta, distraída, ainda encarei o tipo. Passavam das 21 horas e andava tranquilamente pelo Gótico quando o vi se aproximar. Ele, alto, forte, vinha certeiro em minha direção. “¿Le ofrezco algo, guapa?”, repetiu. Passei batido, ele virou, eu vi que me seguia, ele insistiu. E estava ofendido. “¿Qué es, no fuma porro?” Mantive os passos, senti os dele. “Tengo más cosas.” Fingi que não ouvi e entrei na taverna basca pensando: tenho cara de quê?
- “Le ofrezco algo?”
- Si, uma cerveza.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
O mundo particular de Marrakech
Era como se tivesse aterrissado em outro planeta. O barbudo tocava a flauta e encantava a cobra e me olhava feio. Eu só queria fazer uma foto daquela cabeça larga, elástica, preta. De longe, beeem longe. A mulher toda coberta pegava na minha mão e tentava fazer um risco com henna. O homem do macaco amestrado quase o jogou no meu ombro. Por um clique - e um troco. O da barraca da laranja acenava e me chamava desesperadamente, e o das castanhas, hummm, me regalou algumas.
Andando sem foco nem rumo pressenti que a praça Djemaa Al Fna era realmente outro mundo. O mundo particular de Marrakech. É ali onde todos devem estar e estão: moradores, turistas e caçadores de turistas prontos para comer, rir, vender, comprar, passear, rir, rezar.
Da tatuagem de henna e do macaco amestrado conseguimos nos livrar, mas das barracas de laranja e outras guloseimas...os olhos arregalaram, a boca encheu e o estômago cheio até pediu mais diante de coloridos damascos, amêndoas, ameixas. Castanha, figo, nozes. Com a sacola cheia de “especiarias” entramos e nos perdemos pelos zocos, os mercados sem-fim de Marrakech.
Um lenço aqui, uma almofada lá, um brinco de prata acolá. Ai meu deus, bolsa de couro, chaveiro de olho, caixinha de madeira. Babuches! Olha o carrinho do torrone, pé de moleque, doce de amêndoa. Para tudo, a gente quer mais.
Sem perceber anoiteceu. Custou encontrar o fim do labirinto e reconhecer a Djemaa Al Fna. À noite, a praça é outra. Tem barracas, mesas e bancos para todos os lados. Gente, muita gente, fumaça. Cor, cheiro, gosto. Impossível quebrar esse feitiço. O muezin chama mais uma oração. O garçom atrapalhado fala, fala e nos convence. Sentamos. Ele joga o pão na mesa com a mão, sem frescura. Depois traz kafta, berinjela, mais, legumes, azeitonas, mais.
Muito mais que satisfeitas vamos deixando a praça para trás. O barbudo não está mais lá, nem as tatuadoras de henna. Agora são grupos musicais perdidos na multidão. Sinto uma, duas, três mãos na minha bunda. O que? Olho para trás furiosa, só vejo rostos inocentes. “Chica flaca”, leia-se magra. Era tudo o que precisava ouvir.
Próxima experiência: a Medina de Fes.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Orgulho catalão
Faltam cinco minutos para a bola rolar, restam cinco alunos na classe. Contando comigo, já de bolsa na mão e mão nos ouvidos. O professor disparou a falar, nadie le hizo caso, coitado, então nos mandou para casa. "A ver al Barça".
Saí correndo, como se fosse o Corinthians. Não podia perder nem mais um segundo da partida. A rua, escura, vazia. O metrô, alguns passageiros, rádios atentos. Gooool, é do Messi, ouvi do bar da esquina. Gooooooool, Messi de novo, gritava meu compaheiro de apê enquanto eu ainda abria a porta de casa. Barça 3 X 1 Arsenal, e fim de primeiro tempo. Consegui ver ao vivo o quarto gol de Messi, ouvi o apito final e me enchi de orgulho.
Nesta manhã já havia sentido algo parecido. Casa nova, novas descobertas (sim, mudamos, há dois dias!!). Perdi o fôlego ao ver da minha rua duas torres da Sagrada Família, iluminadas pelos primeiros raios de sol. Fiz questão de passar em frente, eu e minha bike, mesmo porque não sabia exatamente que caminho fazer até o trabalho. Segui a intuição, a cor, o cheiro de Barcelona. E não é que fui parar na frente da Santa Maria del Mar? Que orgulho!
Não está naaaada mal começar assim o dia, mesmo depois de uma semana intensa entre dunas e mercados marroquinos. Ahhhhh, o Marrocos, assunto sem fim para os próximos posts. Antes preciso superar minha crise aguda de inspiração.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Cambios
O tempo não corre, voa. Agora mesmo, enquanto arrumamos as (muitas) malas, caiu nossa ficha: mais uma etapa em Barcelona acabou. Ainda lembro da gente pensando como seria arrumar um apartamento para morar a partir de abril. Parece que foi ontem, e nós ainda estávamos no Brasil.
Só temos mais duas noites no apê da queridíssima Dri Setti, que com muita generosidade nos deixou cuidando de seu lar enquanto se aventurava pela Ásia, por dois meses. A gente, confesso, curtiu muito viver sem dividir nada com ninguém, nem geladeira, nem cozinha, muito menos banheiro. O apê era nosso, todo nosso, e que apê! Com uma varanda incrível (pouco aproveitada por causa do frio, é verdade, mas com vista para Mediterrâneo, Tibidado e Montjuïc, quer mais?) e uma TV gigante que nos acolheu nas noites preguiçosas.
Até que procuramos pisos para continuarmos vivendo juntas, só nós duas, mas uma oferta caiu do céu. Uma amiga nos convidou para morar com ela. É gente conhecida, ponto. Havia justo dois quartos livres, ponto. O apê fica do lado da Sagrada Família, três pontos. Ainda hesitamos, mas foi só pensar na fadiga que seria a busca de apartamentos para mudar de ideia. Depois ponderamos: até agora, absolutamente TUDO (bate na madeira) deu certo, sem exigir nosso mínimo esforço. TUDO foi, assim de repente, caindo no nosso colo. Talvez seja a força do pensamento positivo, ou a vontade grande de realizar esse sonho de estar aqui. Por que, então, contrariar o "sinal" dessa vez?
Tudo bem que estamos com preguiça de voltar a ter apenas duas grades da geladeira, uma prateleira do armário, meia porta do armário do banheiro... Mas antes de encarar essa nova etapa, teremos uma semana de experiências intensas no Marrocos. Uhuuuuuu!!! Até a volta!
Agora vamos correr, porque o tempo voa.
Só temos mais duas noites no apê da queridíssima Dri Setti, que com muita generosidade nos deixou cuidando de seu lar enquanto se aventurava pela Ásia, por dois meses. A gente, confesso, curtiu muito viver sem dividir nada com ninguém, nem geladeira, nem cozinha, muito menos banheiro. O apê era nosso, todo nosso, e que apê! Com uma varanda incrível (pouco aproveitada por causa do frio, é verdade, mas com vista para Mediterrâneo, Tibidado e Montjuïc, quer mais?) e uma TV gigante que nos acolheu nas noites preguiçosas.
Até que procuramos pisos para continuarmos vivendo juntas, só nós duas, mas uma oferta caiu do céu. Uma amiga nos convidou para morar com ela. É gente conhecida, ponto. Havia justo dois quartos livres, ponto. O apê fica do lado da Sagrada Família, três pontos. Ainda hesitamos, mas foi só pensar na fadiga que seria a busca de apartamentos para mudar de ideia. Depois ponderamos: até agora, absolutamente TUDO (bate na madeira) deu certo, sem exigir nosso mínimo esforço. TUDO foi, assim de repente, caindo no nosso colo. Talvez seja a força do pensamento positivo, ou a vontade grande de realizar esse sonho de estar aqui. Por que, então, contrariar o "sinal" dessa vez?
Tudo bem que estamos com preguiça de voltar a ter apenas duas grades da geladeira, uma prateleira do armário, meia porta do armário do banheiro... Mas antes de encarar essa nova etapa, teremos uma semana de experiências intensas no Marrocos. Uhuuuuuu!!! Até a volta!
Agora vamos correr, porque o tempo voa.
sexta-feira, 19 de março de 2010
É primavera!
Quinta-feira, 13 horas, 16 graus. O lendário peladão pedala Gótico adentro. E eu (sem querer) atrás dele.Venho distraída, um tanto irritada com a multidão, e só me dou conta ao gargalhar com a gargalhada dos outros. Ele é mesmo um personagem, em carne e osso e só. Vai descendo o Portal de L´Ángel concentrado, intocável, arrancando gritos, caretas, murmúrios, sorrisos envergonhados. Não olha nem acena, apenas pedala. Direto e reto, completamente nu.
Antes de perdê-lo de vista, dá tempo de tirar uma dúvida que há meses me assombra. A mim e a todos para quem falo de sua existência: o peladão NÃO usa as bikes do bicing, ufa! E a foto? Não foi dessa vez, droga, fico devendo.
Continuo pedalando e pensando: Barcelona é mesmo surreal. Mas logo a multidão me dá nos nervos de novo. A cidade está mudando, já havia notado semanas atrás. Isso é bom e ruim.
Os dias estão mais longos, bom. O sol esquenta cada vez mais, ótimo. Meus casacos compridos me deixam com calor, perfeito. Então lembro que amanhã começa a primavera, até que enfim!
Barcelona está mais viva, colorida, vibrante, bom. E as ruas, abarrotadas de turistas, bom? ruim? Agora confesso, um tanto insuportável.
Mal saio de casa e sou obrigada a desviar passos e pedaladas daquelas aglomerações de japoneses e suas câmeras, adolescentes norte-americanos bobos e mil outros turistas parados no meu caminho para uma foto besta. Será que besta estou ficando eu? Até parece que procuro sarna para reclamar... Também, só eu quero passar às 13 horas pela Catedral de Barcelona e não ver ninguém. O problema é todo meu, eu sei, já estou estudando rotas de fuga. Juuuuuuusto (para você, Léo)!
A melhor parte são os 16 graus. Que venha logo o calor, preciso pegar uma praia. Urgente.
Antes de perdê-lo de vista, dá tempo de tirar uma dúvida que há meses me assombra. A mim e a todos para quem falo de sua existência: o peladão NÃO usa as bikes do bicing, ufa! E a foto? Não foi dessa vez, droga, fico devendo.
Continuo pedalando e pensando: Barcelona é mesmo surreal. Mas logo a multidão me dá nos nervos de novo. A cidade está mudando, já havia notado semanas atrás. Isso é bom e ruim.
Os dias estão mais longos, bom. O sol esquenta cada vez mais, ótimo. Meus casacos compridos me deixam com calor, perfeito. Então lembro que amanhã começa a primavera, até que enfim!
Barcelona está mais viva, colorida, vibrante, bom. E as ruas, abarrotadas de turistas, bom? ruim? Agora confesso, um tanto insuportável.
Mal saio de casa e sou obrigada a desviar passos e pedaladas daquelas aglomerações de japoneses e suas câmeras, adolescentes norte-americanos bobos e mil outros turistas parados no meu caminho para uma foto besta. Será que besta estou ficando eu? Até parece que procuro sarna para reclamar... Também, só eu quero passar às 13 horas pela Catedral de Barcelona e não ver ninguém. O problema é todo meu, eu sei, já estou estudando rotas de fuga. Juuuuuuusto (para você, Léo)!
A melhor parte são os 16 graus. Que venha logo o calor, preciso pegar uma praia. Urgente.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Maktub
Tem dias em que cismo não ouvir meus pensamentos. Nem sabia que era capaz, é estranho, mas às vezes acontece. Insight, intuição? Coincidência, destino?
Ontem, por exemplo. Acordei atrasada, coloquei qualquer roupa e corri para a estação de bicicleta. Fora do ar, carajo. Hoje é dia, pensei. Ou melhor, senti. Caminhei uma quadra até a outra estação, peguei a primeira bike, deixei a luva apoiada no guidão enquanto ajeitava o Ipod e disparei. Pedala uma, pedala duas, na terceira queria jogar a magrela longe. Só a marcha leve funcionava e, por mais rápido que pedalasse, mal saía do lugar. Para piorar fazia um frio de congelar as mãos. Ah, não, cadê a luva? A essa altura jogada ao vento em qualquer esquina de Barcelona.
Resumindo: o trajeto que faço em 15 minutos completei em 30. Sua teimosa, deveria mesmo ter vindo de metrô. Agora estou atrasada. E sem luva.
Do trabalho para a academia, ao contrário, fui premiada com uma bike que só tinha marcha pesada. Sabia que hoje era dia, saco. Encarei mesmo assim; afinal, a ideia era fazer exercício. Respira, respira. Mas o dia estava apenas começando. A terceira (e pior) surpresa veio no trajeto entre casa e faculdade: um quase-tombo fenomenal. Não fosse meu rápido reflexo, teria explodido no chão junto com o pneu traseiro da bicicleta. CA-RA-JO. Até isso? Eu sabia. Daí me odiei mais ainda: teimosa, quer fazer tudo ao mesmo tempo, afobada. Bem feito!
Eis que para alegrar meu dia - seria coincidência? destino? transmissão de pensamento? - recebo um e-mail fofíssimo da Larissa me indicando o filme Serendipity. Ela disse: "Cami, você não me sai da cabeça desde que vi o filme". O longa fala sobre as manobras do destino. Lari, entendi seu recado e aceitei a sugestão. Adorei. Fui dormir pensando na força do pensamento, nas coincidências da vida, no (meu) destino brincalhão. Maktub.
Por isso hoje resolvi seguir minha intuição. Chove, faz frio. Desisti da academia, desisti de cozinhar. Fui almoçar fora com mamá e agora estou jogada no sofá, enrolada no cobertor, com uma barra de chocolate nas mãos. Vou ver outro filme. Simples assim.
Ontem, por exemplo. Acordei atrasada, coloquei qualquer roupa e corri para a estação de bicicleta. Fora do ar, carajo. Hoje é dia, pensei. Ou melhor, senti. Caminhei uma quadra até a outra estação, peguei a primeira bike, deixei a luva apoiada no guidão enquanto ajeitava o Ipod e disparei. Pedala uma, pedala duas, na terceira queria jogar a magrela longe. Só a marcha leve funcionava e, por mais rápido que pedalasse, mal saía do lugar. Para piorar fazia um frio de congelar as mãos. Ah, não, cadê a luva? A essa altura jogada ao vento em qualquer esquina de Barcelona.
Resumindo: o trajeto que faço em 15 minutos completei em 30. Sua teimosa, deveria mesmo ter vindo de metrô. Agora estou atrasada. E sem luva.
Do trabalho para a academia, ao contrário, fui premiada com uma bike que só tinha marcha pesada. Sabia que hoje era dia, saco. Encarei mesmo assim; afinal, a ideia era fazer exercício. Respira, respira. Mas o dia estava apenas começando. A terceira (e pior) surpresa veio no trajeto entre casa e faculdade: um quase-tombo fenomenal. Não fosse meu rápido reflexo, teria explodido no chão junto com o pneu traseiro da bicicleta. CA-RA-JO. Até isso? Eu sabia. Daí me odiei mais ainda: teimosa, quer fazer tudo ao mesmo tempo, afobada. Bem feito!
Eis que para alegrar meu dia - seria coincidência? destino? transmissão de pensamento? - recebo um e-mail fofíssimo da Larissa me indicando o filme Serendipity. Ela disse: "Cami, você não me sai da cabeça desde que vi o filme". O longa fala sobre as manobras do destino. Lari, entendi seu recado e aceitei a sugestão. Adorei. Fui dormir pensando na força do pensamento, nas coincidências da vida, no (meu) destino brincalhão. Maktub.
Por isso hoje resolvi seguir minha intuição. Chove, faz frio. Desisti da academia, desisti de cozinhar. Fui almoçar fora com mamá e agora estou jogada no sofá, enrolada no cobertor, com uma barra de chocolate nas mãos. Vou ver outro filme. Simples assim.
terça-feira, 9 de março de 2010
Lances de sorte (ou nem tanto)
Agora mesmo Barcelona está derretendo. Literalmente. Andando na rua senti vários pingos na minha testa. Ainda há quem não acredite - os próprios catalães estão atônitos -, mas ontem nevou como não se via há 45 anos. Nevou como se fosse a Suíça! O transporte público parou, as pessoas saíram mais cedo do trabalho, as aulas foram canceladas. Caos. Mas ninguém foi para casa não. Estavam todos por aí, clicando o branco total da cidade das formas e cores.Nunca imaginaria essa cena, nem mesmo quando o avião arremeteu momentos depois de anunciar o pouso no aeroporto de Girona. Joder, qué pasa? "No hay visibilidad", explica o piloto. "Vamos para Reus". Jooooooooder, Reus está bem mais longe. É segunda-feira de manhã, preciso chegar logo ao trabalho, ainda tenho faculdade à noite, não durmo há 24 horas, não tomo banho há 48 (ops!). Joder, joder, essas companhias de baixo custo... Mas eis que em Reus tampouco há condições de pousar. E agora? Lá vai o avião para cima de novo, treme, flutua. Dessa vez, aleluia, segue com destino ao aeroporto principal de Barcelona, a poucos minutos de tudo. Precisava mesmo de um último lance de sorte para fechar a bela viagem de fim de semana à Itália.
Pouco antes disso, uma simpática catalã que sentou ao nosso lado no avião fez o favor de convencer quatro italianos a comprar nossos transfers de ônibus entre Girona e Barcelona (e vice-versa). Eu ia morrer com essa passagem na mão e nem me lembrava disso. Que vergonha. E não é que saí do avião com mais 10 euros no bolso? Sabia que a sorte ainda estava com a gente, mesmo diante de nossa deplorável situação.
Tudo bem que queria aproveitar todos meus segundos na Toscana e realmente precisava chegar muito cedo à Galeria Uffizi de Florença, naquela manhã de domingo, para não pegar fila. Tomar banho de gato não é problema, mas banho completamente frio também não dá, né? Faltou água quente no albergue, oras. No pasa nada, pensei. Hoje à noite, já de volta a Milão, vou ficar uma hora debaixo do chuveiro quente.
Quase não havia fila na Uffizi. Que sorte, caramba. E tampouco paguei ingresso, uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Sorte, de novo. Vi com tranquilidade relíquias de Botticelli, Michelângelo e Da Vinci, almocei em uma osteria super tradicional, tomei o melhor sorvete do mundo e pelo caminho ainda conheci um vilarejo incrível, San Giminiano. Só faltava o banho. E só. Mas as estradas italianas são coonfusas, o carro não tinha GPS, dirigi perdida por quase 5 horas e... bem, o fim da história vocês já sabem.
Apesar de todas as fadigas, não podia reclamar. Eu fui para a Itália preparada para neve, chuva e temperaturas negativas, mas fez sol, muito sol, todos os dias. Vivi como se deve sob o sol da Toscana. Que sorte, caramba. Para começar bem a viagem de fim de semana à Itália.
Mais sorte que tudo isso só mesmo ver neve em Barcelona - sabe-se lá em quantas décadas vai nevar assim de novo. A neve, aliás, além de me deixar no aeroporto central e embelezar toda a cidade, cancelou minha aula. Sorte, sorte, sorte. Enfim, cheguei em casa mais cedo, fui correndo para o banho (aê!!!!!), tomei um delicioso vinho Rioja e dormi profundamente. Melhor foi acordar hoje e ver Barcelona derretendo sob o céu azul.
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