sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Memória fotográfica

Castelo de São Jorge, Mosteiro dos Jerónimos e pasteizinhos de Belém. Óbidos, Sintra, Cascais. Balada na  Jézebel, almoço na casa do Alê e muitas outras fotos incríveis e engraçadas. Eu tinha todas.

Depois de uma semana de "poderia tirar uma foto nossa, por favor", eis que levo minha câmera e sua memória cheia para o Bairro Alto de Lisboa. Último dia de balada, últimas imagens para fechar nosso álbum em Portugal. O "bairro", como é carinhosamente chamado, estava lotado de gente jovem nas ladeiras estreitas, nos bares. A música transbordava para as ruas.     

No caminho para o bar escolhido sinto um cutucão nas costas, olho para trás, vejo um vendedor e sua caixa de relógios. Toco minha bolsa, ela está lá. Chegamos, vamos beber. Pego dinheiro na bolsa, ela está meio aberta. Insight. Será? Não quero acreditar.

O brinde de morangoska merece registro. "Vamos tirar uma foto?". Abro a bolsa e, claro, ela, a câmera, não está lá. Penso nas fotos tiradas. No trajeto até o bar, nas músicas, no vendedor de relógios, no cutucão nas minhas costas. Olhos com lágrimas: "Cami, levaram minha máquina". A resposta otimista "você deve ter deixado no carro" deu esperança.

O gajo me acompanha até o carro, dou a chave para ele, não quero ver. E não vi. Nem a câmera, nem as fotos.

Agora meu pen drive corre pelas mãos das amigas em busca das lembranças. Pelo menos ainda as tenho bem guardadas na memória. E essa ninguém me tira.

5 comentários:

  1. ...e se te roubam lembranças, esses, os sem esperança, as que lembram a dança, fotos, mudança, de uma viagem curta mas pura, existem sempre aqueles que te obrigam a nunca esquecer as caravelas, naus e a altura (jura?). Sejam centímetros ou polegadas, está certo que deixaste marca, as tuas pisadas, nas baladas baladas, castelos e muros, o teu nome ficou escrito em corações mais duros. Daí lembranças passadas, que te foram roubadas, estarão escritas em paredes que só serão apagadas quando o destino quiser.Mas assim que eu puder, torno lembranças em sonho real, aproximo nas danças, fotos, mudança, de destinos cruzados, aquele sinal. E o olhar, profundo, sentido, nao há foto que fotografe esse destino perdido, porque quem olha com a alma, ama, partilha, toca na palma, enrola na mão, transmite o que sente, uma sensação. E vamos assim, navegando, conhecendo, imaginando cabanas, amor, compreendendo. E as ondas, o mar, de um ponto alto, vista sem fim, perdidos no tempo, desenrolando um sim. Sim eu lembro.

    Agora as tuas lembranças, as que foram roubadas, correm por mãos alheias. Pelo menos ainda tens aqueles que te conheceram, que não te deixam esquecer. E esses sim, ninguém te tira.

    Beijo.

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  2. Isso saõ livramentos que Deus nos da´,minha querida.Naõ lamente, olhe pra frente.Passado é passado.Compre uma maquina melhor e ore pra que nada venha abalar.Que o Senhor Jesus alargue suas fronteiras,em todas as areas de sua vida.Te amo muito ,saudades .mamazica

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  3. Esse apaixounou mesmo ate engasguei.....

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