Acordei no susto, levantei no pulo, vesti uma roupa e escapuli. Atrasada para o trabalho, claro. Faz exatos 40 minutos que estou de pé, ainda virada da megabalada de ontem, com uma ressaquinha básica, um sorriso no rosto e uma paz inexplicável.
Ou melhor, explico. Ao abrir a janela vi aquele céu azul e o sol que começava a despontar. Coloquei um óculos escuro, liguei o Ipod, peguei a bicicleta e voei para o Bairro Gótico. Vento geladinho, Tom Jobim, pedala, pedala, que sensação! Barão Vermelho, vento, mais rápido. Chico Buarque, pedala, cruza a Plaza de Cataluña. Labirinto gótico, subida, mais forte, Cássia Eller. Vento, sol, no rosto, catedral. Do século 13, para tuuuuuuuuuuuuuuuudo.
Neste momento Barcelona me conquistou mais uma vez. Tem dias que é assim, eu nem acredito que estou aqui. Respiro fundo e agradeço. Que cidade, que vida. Qualidade, é isso.
Ainda virada cheguei no trabalho. Feliz, simples assim. Daí lembrei das notícias do caos de sempre: São Paulo alagada, trânsito, stress... Será que consigo mergulhar nesse pesadelo de novo? E mais: será que quero essa não-vida de novo?
Melhor nem pensar... O dia está lindo lá fora. E ainda tenho todo o verão europeu pela frente...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
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Aí eu choro...
ResponderExcluirhahaha... e eu, no trânsito, o que que eu faço... pode vir os caras tocar ao vivo dentro do carro, ainda sim é o caos instaurado na cidade!!! bjs! Lois
ResponderExcluirLooooois, vc por aqui! Só quero saber quando vem nos visitar. Agitamos as baladinhas e vc fica em casa! Veeeeeeeeeeeeeem curtir um pouco de Barça. Bjs,Cami
ResponderExcluirJulgo,julgas que nao iria escrever, dizer, falar, fazer acontecer? Visita á Lusa, vieram duas ou três, escreveram, disseram, falaram e fizeram acontecer. Até desaparecer. Com perguntas ingénuas, descobertas eternas, sensatas, maternas, trocando palavras, miragens sinceras, viagens austeras, em fuga à polícia. Sinais trocados não foram mais além, duvida, coragem, reacção zero, vontade cem.Duzentos, quinhentos, milhentos, alguém.
ResponderExcluirJulgo, julgado, julgarias tu,nesta Lusa paterna, ires embora sem um aperto de mão, um aperto de braço, abraço apertado, a partir do portão. Sim? Pois eu não. É certo, então, que iria voltar, cobrar o aperto de mão, abraço de aperto, sinais a trocar, uma reacção.Vontade "bilhentos", alturas - impedimentos, platónicos - os sentimentos.
E volto com a sensação de que há algo mais a fazer, curioso para vos seguir as pisadas, calçadas antigas, muralhas perdidas, levo espadas no bolso, batalhas na mente, para serem vencidas. À guerra, à guerra! Gritamos os quatro, imagino perdido. Como se algum dia, quatro míseros mancebos, ganharam uma revolução. Mas nao interessa ganhar, interessa galgar - à carga à carga!- e finalmente, acção!
Aaahh...esse bom poder, vitória do descobrir, vitória de vencer, perdidos no tempo, céu escuro, cinzento.
No final, mergulho no mar, festejo no ar, deliciados com a vitória da nossa derrota, contentes pela investida feliz, cansaços e...baixas? meu deus, o que eu fiz!? Nem sei andar a cavalo! Rápido, um estalo! Que me faça acordar, que me faça mudar, que nos faça voltar, perder-te é que não, perdi, humilhação. Não queria morrer, mas batalhar é viver e viver é vencer. Argumento a minha derrota, com a falta de meios, nem sequer uma escolta. Se vivo eu venço, mas se morres eu penso...de que vale viver, partilhando sozinho, rimas, vitórias, perdendo-te no caminho? Vingo essa perda, brindo com sede, bebo acalmo, choro sentido. Calçada maldita, batalha erudita, grito que irrita.
Quero voltar, volto, voltei! Estalo na cara, riso de parva, mediterraneo assim, e história sem fim. Sonho de derrota, vitória sentida, sofro ainda, pela perda vivida. Que era de mim sem sonhos tao fundos, que era de nós, estranhos dos mundos. Quando não vences, alimentas vitórias que um dia virão, assumes derrotas que ensinam paixão. Porque sonhar é viver, e viver é vencer, amar é prazer, faz explodir de emoção. Ama a descoberta que sentes e desperta, esse olhar interior, viagem, furor, meu deus meu deus, vitórias? -Mais, por favor!
E aí vamos nós, espadas em punho. Eu prometo, não deixar ninguém para trás. E se, por motivo fugaz, um de nós não responder...em sentido, marche, homens!Temos uma homenagem a fazer.
Som de fundo:
"Barcelona es poderosaaa...barcelonaaaaa...."
"Ellas en el poder....Ellas en el poder...."
Cada vez mais quero visitar vocês!
ResponderExcluirbjos