quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Simplesmente Granada

Chovia, chovia, mas encontrei a beleza que imaginava mesmo no cinza. Também, desci bem na Plaza Nueva, olhei para cima e logo vi as torres quadradas. Altas, imponentes. Elas tentavam me dizer algo e eu corri para entendê-las. Abri o paraguas (tinha de dizer), subi a ladeira e atravessei um parque molhado e florido. Já estava sem fôlego e perdi completamente a respiração quando, enfim, invadi a Alhambra.

Todos os caminhos chamam, peguei primeiro o do Generalife. Seus jardins são qualquer coisa de impressionante. Ali funcionava a residência de campo, os pomares e as hortas dos reis násridas pelos idos do século 11.




Outras passagens surgem, o instinto segue. Quanto mais ando por esse monumento mouro, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, mais as paisagens crescem. E aparecem detalhes de arcos, pilares, pedras e mosaicos. Pátios extensos, mais e mais palácios. Para entar no principal é preciso marcar hora (http://www.alhambra.org/, 13 euros).

O percurso agora me leva às torres altas e imponentes. Lá de cima pude entender tal ânsia: elas contam séculos de histórica. Falam, ensinam e mostram. Não apenas o desbunde da arquitetura árabe, mas a panorâmica de Granada. Arcos, telhados ocres, a gigante catedral, as pedras de Albaicín. Espetacular, mesmo cinza.




Imediatamente, meus passos me levam ao Albaicín. O bairro tem vielas de pedras grandes e irregulares que chegam a massagear os pés. Tem casas brancas com fachadas desbotadas, tem cuevas (tavernas) construídas por ciganos e (a melhor parte) ocupa toda a colina em frente à Alhambra.

É do mirante de St. Nicolas que se abre o cenário mais inacreditável da cidade. Tanto que almoçar ou apenas tomar um café ali debruçado se torna uma obrigação. Mesmo cinza. O resto é se perder nas ruazinhas e encontrar lojas e restaurantes com toque árabe. Com direito a arak e narguilé. E música e cheiro e feições que marcam essa cultura.




Depois do jantar libanês já estava satisfeita, mesmo com a chuva. Mesmo cinza.

Mas.....

Eis que abro os olhos no dia seguinte e vejo o sol. Algo me dizia que deveria voltar ao mirante de St. Nicolas antes de marchar. O lugar está cheio hoje, há quem toque violão, há quem venda artesanato, há quem grude na câmera fotográfica. Com o contraste do céu azul, a Alhambra está maior. E no fundo surge a serra verde com picos nevados. Vejo as interjeições no rosto das pessoas. Olhei para as torres e dessa vez consegui respirar.

Não é para menos:



3 comentários:

  1. Oi primas queridas,
    Estamos nós, eu e o Rô aqui na varanda da minha casa, tomando unas cervezas, quando me veio a idéia de entrar no blog de vcs. Que boa idéia!!!
    Fiquei emocionada com sua descrição do Alhambra. Recordei de quando estive lá, mas queira estar aí de novo com vcs.
    Aqui está ótimo, mas com saudades de vcs. Continuem aproveitando por aí.
    Amo vcs.
    Bjuju

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  2. Juuu,que saudade...
    Também amo muito vocês!
    Beijo grande

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  3. Zubinhaaaaaaa, que linda sua mensagem!! Confesso que morri de inveja com a parte "tomando umas cervezas na varanda"... hahahaha...aqui tá frioooooo. Fico feliz que você dê uma olhada no blog, aqui contamos nossas novidades. Saudade demais. Beijo pra família!

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